Confira a programação da semana de 25/11 a 01/12 nos cinemas de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador e João Pessoa:
SÃO PAULO: Espaço Unibanco de Cinema – Rua Augusta - Sala 4 – Horário: 18:00
Cine Livraria Cultura – Sala 2 – Horário: 18:00
PORTO ALEGRE: Cinema Unibanco Arteplex – Sala 8 – Horário: 20:30
RIO DE JANEIRO: Cinema Unibanco Arteplex Rio – Botafogo - Sala 5 – Horário: 20:00
BELO HORIZONTE: Cineclube Savassi – Horário: 16:20
FORTALEZA; Espaço de Unibanco de Cinema Dragão do Mar – Sala 2 – Horário: 14:00
JOÃO PESSOA: Cinespaço Mag Shopping – Sala 1 – Horário: 20:00
SALVADOR: Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha - Sala 4 – Horário: 14:50
sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Filme "REIDY, a construção da utopia" na mídia e programação oficial até 17.11.11
Desde sua conclusão, no ano de 2009, o filme "REIDY, a construção da utopia" já prticipou de festivais de cinema e ganhou prêmios - Melhor filme-documentário do Festival do Rio 2009 e Prêmio "Pólis", Cine Eco Seia 2010, Portugal. Também participou do Premiere Brazil 2010, no MoMa, em Nova Iorque.
Essa semana, duas novas matérias já saíram na mídia (Globo bairros e no site Infoco News) ressaltando o arquiteto Reidy como ímpar para a arquitetura carioca, defendendo a importância de um filme sobre ele e, sobre tudo, a possibilidade de se construir uma cidade igual para todos através de uma arquitetura social.
Além disso, ainda hoje, no Instituto Moreira Salles, acontece uma sessão de pré-estréia do filme com posterior debate com a diretora, às 19h30.
Amanhã, entra oficialmente em cartaz o filme nas cidades. Veja abaixo a programação do filme “Reidy, a Construção da Utopia” referente a semana de 11 a 17.11.11:
Espaço Unibanco de Cinema – Rua Augusta
- Sala 3 – Horário: 14:00
- Sala 4 – Horário: 18:00
Cine Livraria Cultura – São Paulo
- Sala 2 – Horário: 18:00
Espaço Alameda de Cinema – Juiz de Fora
- Sala 3 – Horário: 17:30 – 19:30
Espaço de Unibanco de Cinema Dragão do Mar – Fortaleza
- Sala 2 – Horário: 18:50
Cinema Unibanco Arteplex Rio – Botafogo
- Sala 3 – Horário: 13:00 – 16:30 – 20:10
Cinespaço Mag Shopping – João Pessoa
- Sala 1 – Horário: 18:00
Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha - Salvador
- Sala 4 – Horário: 19:30
Cinema Unibanco Arteplex São Paulo – Rua Frei Caneca
- Sala 4 – Horário: 14:00 – 15:30 – 19:30 – 21:20
Cineclube Savassi – Belo Horizonte
- Savassi – Horário: 16:20 – 19:40
Quer ler as publicações que saíram na mídia?
MoMa online: Premiere Brazil! 2010
http://www.moma.org/visit/calendar/films/1094
G1: Festival de cinema brasileiro chega à oitava edição em Nova York (19/07/2010)
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/07/festival-de-cinema-brasileiro-chega-oitava-edicao-em-nova-york.html
Globo bairros: Dos sonhos às construções (10/11/2011)
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/default.asp?a=358
Infoco News: Crítica do filme - 'Reidy, a construção da utopia' (10/11/2011)
http://cineinfoconews.blogspot.com/2011/11/critica-do-filme-reidy-construcao-da.html
Essa semana, duas novas matérias já saíram na mídia (Globo bairros e no site Infoco News) ressaltando o arquiteto Reidy como ímpar para a arquitetura carioca, defendendo a importância de um filme sobre ele e, sobre tudo, a possibilidade de se construir uma cidade igual para todos através de uma arquitetura social.
Além disso, ainda hoje, no Instituto Moreira Salles, acontece uma sessão de pré-estréia do filme com posterior debate com a diretora, às 19h30.
Amanhã, entra oficialmente em cartaz o filme nas cidades. Veja abaixo a programação do filme “Reidy, a Construção da Utopia” referente a semana de 11 a 17.11.11:
Espaço Unibanco de Cinema – Rua Augusta
- Sala 3 – Horário: 14:00
- Sala 4 – Horário: 18:00
Cine Livraria Cultura – São Paulo
- Sala 2 – Horário: 18:00
Espaço Alameda de Cinema – Juiz de Fora
- Sala 3 – Horário: 17:30 – 19:30
Espaço de Unibanco de Cinema Dragão do Mar – Fortaleza
- Sala 2 – Horário: 18:50
Cinema Unibanco Arteplex Rio – Botafogo
- Sala 3 – Horário: 13:00 – 16:30 – 20:10
Cinespaço Mag Shopping – João Pessoa
- Sala 1 – Horário: 18:00
Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha - Salvador
- Sala 4 – Horário: 19:30
Cinema Unibanco Arteplex São Paulo – Rua Frei Caneca
- Sala 4 – Horário: 14:00 – 15:30 – 19:30 – 21:20
Cineclube Savassi – Belo Horizonte
- Savassi – Horário: 16:20 – 19:40
Quer ler as publicações que saíram na mídia?
MoMa online: Premiere Brazil! 2010
http://www.moma.org/visit/calendar/films/1094
G1: Festival de cinema brasileiro chega à oitava edição em Nova York (19/07/2010)
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/07/festival-de-cinema-brasileiro-chega-oitava-edicao-em-nova-york.html
Globo bairros: Dos sonhos às construções (10/11/2011)
http://oglobo.globo.com/rio/bairros/default.asp?a=358
Infoco News: Crítica do filme - 'Reidy, a construção da utopia' (10/11/2011)
http://cineinfoconews.blogspot.com/2011/11/critica-do-filme-reidy-construcao-da.html
Em véspera de estréia do filme "REIDY, a construção da utopia", Ana Maria Magalhães participa de sessão com debate no IMS
Em parceria com a Abraci (Associação Brasileira de Cineastas), o Cinema do Instituto Moreira Salles (IMS-RJ) dedica um programa especial a Ana Maria Magalhães, com exibição da pré-estréia do filme "Reidy: a construção da utopia". A homenagem conta também com um debate com a diretora.
SINOPSE
Nascido em Paris e radicado no Rio, o urbanista Affonso Eduardo Reidy é um dos pioneiros da arquitetura moderna. Em projetos notáveis, como o Conjunto Habitacional do Pedregulho, com o qual ganhou a Bienal de 1953, e o Museu de Arte Moderna, Reidy apresenta apuro arquitetônico e elege o homem como o centro de suas atenções.
O filme ‘Reidy, a construção da utopia’ aborda a sua trajetória desde os anos 30 até a construção do Aterro e Parque do Flamengo, em que retoma a cidade como tema central de sua arquitetura. Textos do próprio arquiteto nos contam suas alegrias, decepções e vitórias, além da iluminada contribuição para o Rio de Janeiro nos tempos modernos.
Sua obra é debatida nas entrevistas exclusivas do urbanista Lucio Costa, para quem Reidy era o mais elegante e civilizado de sua geração, da engenheira Carmen Portinho, parceira no Pedregulho e no MAM, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha que o relaciona ao urbanismo contemporâneo, e do francês Roland Castro que apresenta um contraponto entre Paris e o Rio.
Com uma arquitetura generosa e alegre, de significação pública, social e estética, que proporciona bem estar e contato com a natureza, Reidy faz parte do cotidiano dos brasileiros. O filme resgata do anonimato um arquiteto popular, como atesta o sucesso do Parque do Flamengo, espaço amplamente utilizado e marco da cidade.
A atualidade de sua obra permite abordar, entre outros temas, o problema da habitação com o crescimento das favelas, o apartheid urbano na divisão entre bairros ricos e pobres, a função social da arquitetura e a capacidade de ação da utopia em transformar o que se pensa e deseja em realidade concreta e construída.
No momento em que a crescente importância das cidades no desenvolvimento dos países valoriza mundialmente o urbanismo, o trabalho de Reidy nos revela o quanto a arquitetura é decisiva para a vida dos habitantes das cidades.
Ao construir a paisagem urbana do Rio, Reidy promove a sua transformação em cidade moderna. Seu trabalho nos revela como a arquitetura é decisiva para a vida dos habitantes das cidades.
Veja mais detalhes sobre a história de Reidy e suas obras no blog oficial do filme http://reidy-ofilme.blogspot.com
FICHA TÉCNICA
2009, 35mm, 77 minutos
DIREÇÃO, ROTEIRO e PRODUÇÃO: Ana Maria Magalhães
PRODUÇÃO: Clear Channel
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA : Dib Lutfi
DIREÇÃO DE ARTE: Carlos Liuzzi
Edição: Marcelo Pedrazzi
SOM: Dolby Digital
EDIÇÃO DE SOM: Beto Ferraz
PESQUISA: Adriana Cursino
DISTRIBUIÇÃO: Espaço Filme
SERVIÇO
Local: Instituto Moreira Salles (IMS)
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea
(21) 3284-7400
Data: 10 de novembro de 2011
[quinta-feira]
Hora: às 19h30
Valor: R$10 [inteira]
R$5 [meia]
Classificação etária: Livre
SINOPSE
Nascido em Paris e radicado no Rio, o urbanista Affonso Eduardo Reidy é um dos pioneiros da arquitetura moderna. Em projetos notáveis, como o Conjunto Habitacional do Pedregulho, com o qual ganhou a Bienal de 1953, e o Museu de Arte Moderna, Reidy apresenta apuro arquitetônico e elege o homem como o centro de suas atenções.
O filme ‘Reidy, a construção da utopia’ aborda a sua trajetória desde os anos 30 até a construção do Aterro e Parque do Flamengo, em que retoma a cidade como tema central de sua arquitetura. Textos do próprio arquiteto nos contam suas alegrias, decepções e vitórias, além da iluminada contribuição para o Rio de Janeiro nos tempos modernos.
Sua obra é debatida nas entrevistas exclusivas do urbanista Lucio Costa, para quem Reidy era o mais elegante e civilizado de sua geração, da engenheira Carmen Portinho, parceira no Pedregulho e no MAM, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha que o relaciona ao urbanismo contemporâneo, e do francês Roland Castro que apresenta um contraponto entre Paris e o Rio.
Com uma arquitetura generosa e alegre, de significação pública, social e estética, que proporciona bem estar e contato com a natureza, Reidy faz parte do cotidiano dos brasileiros. O filme resgata do anonimato um arquiteto popular, como atesta o sucesso do Parque do Flamengo, espaço amplamente utilizado e marco da cidade.
A atualidade de sua obra permite abordar, entre outros temas, o problema da habitação com o crescimento das favelas, o apartheid urbano na divisão entre bairros ricos e pobres, a função social da arquitetura e a capacidade de ação da utopia em transformar o que se pensa e deseja em realidade concreta e construída.
No momento em que a crescente importância das cidades no desenvolvimento dos países valoriza mundialmente o urbanismo, o trabalho de Reidy nos revela o quanto a arquitetura é decisiva para a vida dos habitantes das cidades.
Ao construir a paisagem urbana do Rio, Reidy promove a sua transformação em cidade moderna. Seu trabalho nos revela como a arquitetura é decisiva para a vida dos habitantes das cidades.
Veja mais detalhes sobre a história de Reidy e suas obras no blog oficial do filme http://reidy-ofilme.blogspot.com
FICHA TÉCNICA
2009, 35mm, 77 minutos
DIREÇÃO, ROTEIRO e PRODUÇÃO: Ana Maria Magalhães
PRODUÇÃO: Clear Channel
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA : Dib Lutfi
DIREÇÃO DE ARTE: Carlos Liuzzi
Edição: Marcelo Pedrazzi
SOM: Dolby Digital
EDIÇÃO DE SOM: Beto Ferraz
PESQUISA: Adriana Cursino
DISTRIBUIÇÃO: Espaço Filme
SERVIÇO
Local: Instituto Moreira Salles (IMS)
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea
(21) 3284-7400
Data: 10 de novembro de 2011
[quinta-feira]
Hora: às 19h30
Valor: R$10 [inteira]
R$5 [meia]
Classificação etária: Livre
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
REIDY e o Museu de Arte Moderna (MAM)
Pode-se dizer que, junto com o Aterro do Flamengo, o Museu de Arte Moderna, fundado em 1953, é o projeto de Reidy mais conhecido pelos cariocas.
Com uma filosofia de que o museu precisa ser um lugar dinâmico, o MAM foi projetado e criado por Reidy. O museu tem um lugar para conferências, discussões, debates, exposições, tudo o que possa atualizar, debates com artistas, como também tem a parte de educação. É o chamado bloco-escola onde houve aulas de gráfica, de escultura. A equipe de projeto instalou um ateliê de gravura, um modelo como não tinha no Brasil.
Antes de existir o projeto do Museu de Arte Moderna como parte do Parque do Flamengo, seu acerco existia dentro do Banco Boavista, fundado pelo Barão de Savedra, mas esse acervo não tinha projeção. Preocupado em dar uma maior visibilidade ao seu museu, o Barão convidou a artista plástica e escultora Maria Martins para ser a diretora, que, por sua vez, indicou Niomar Moniz Sodré, que tinha na época como respaldo o jornal Correio da Manhã.
Além disso, foi nomedado um conselho diretor forte, de pessoas "poderosas", que doaram importantes obras para a instituição e, nesse momento, efetivamente surgiu o Museu de Arte Moderna.
O então prefeito João Carlos Vital disposto a erguer um edifício exclusivo para o musei disse: "eu tenho um bom arquiteto, chefe do meu departamento de Urbanismo, que eu posso designá-lo para arquiteto do museu, e tem a vantagem de não custar nada ao museu."
Reidy planejou e orientou o edifício do Museu, de modo a aproveitar a paisagem do Pão de Açúcar, do Corcovado e do mar. Ele sempre fazia um projeto pessoal em comunhão e integração com o ambiente.
Carmen Portinho, na época trabalhando no governo, juntamente com Reidy começaram o Museu de Arte Moderna quando o local ainda era mar. De modo que as fundações foram feitas a uma profundidade muito grande, de 16 a 20 metros de profundidade. À proporção que iam aterrando a área as fundações eram realizadas. "Foi o pior momento da construção em que eu trabalhei quase que dentro d’água", lembra Carmen.
Reidy isolou o edifício das construções do bloco urbano mais próximo para entender-se diretamente com a paisagem. O prédio foi projetado no sentido horizontal em contraponto ao perfil das montanhas, com a estrutura vazada que leva os jardins até o mar através do próprio edifício, deixando livre grande parte do térreo.
Reidy obteve da escada em casca de laranja o módulo da passarela. O projeto compõe-se de vigas triangulares justapostas com vão livre de cinqüenta e seis metros. Construída em concreto protendido tem 84 metros de extensão, 10 de largura e 14 graus de rampa máxima.
O uso do concreto aparente evidencia o processo formal e sua conversão em estrutura. O arquiteto atribui o mesmo valor aos diversos componentes na sua articulação obtendo o equilíbrio estrutural do conjunto, revela maturidade e autonomia e depura sua linguagem operando vários elementos expressivos com economia de meios, disciplina e refinamento construtivo.
O arquiteto utiliza materiais em seu estado natural, tirando partido de suas cores e texturas, com predomínio do concreto e da alvenaria de tijolo sem revestimento, do alumínio e vidro. Entre a inauguração do Bloco-Escola e a da Galeria de Exposições passaram-se dez anos.
Mesmo em obras o MAM tornou-se uma espécie de ponto turístico para as autoridades e a elite, e local obrigatório para as mais diversas manifestações culturais e políticas. O espaço lúdico entre a cidade e o parque, com nova ordem de informações visuais busca integrar arte e sociedade.
Reidy adotou uma solução aberta fazendo com que a natureza em volta participasse da obra de arte como um espetáculo oferecido ao visitante do Museu. A eliminação das colunas e a substituição das paredes por placas leves oferecem amplas possibilidades de ordenação dos espaços, com o uso de grandes áreas ou a formação de pequenas salas.
O sistema de iluminação é flexível mesclando luz natural e artificial. A iluminação natural confere um sentido de vida e de movimento aos espaços, beneficiando as obras expostas da variedade de sensações que a luz diurna proporciona.
Nos trechos onde o pé direito é duplo a iluminação é zenital com luz difusa e uniforme, sem sombras e relevo, deixando o ambiente neutro. Nos trechos de menor pé direito, a galeria tem iluminação lateral dando direção ao espaço e relevo aos objetos.
O arquiteto em geral se preocupa com o homem, quer dizer, o que vai utilizar o seu projeto. Daí a conseqüência da função ser necessária e indispensável. Ele não pode também deixar de lado a forma. Ele tem que pensar na forma que vai dar ao edifício.
E uma arquitetura, um museu, por exemplo, é uma obra de arte. E outros projetos dele são obras de arte, em arquitetura. É preciso sentir, ter sensibilidade, se emocionar prá projetar.
Incêndio MAM, 8 de julho de 1978
Na madrugada de inverno em apenas trinta minutos um incêndio provavelmente originado num curto-circuito, atinge o bloco de exposições e a biblioteca, destruindo a maior parte do acervo do Museu de Arte Moderna e as obras de uma retrospectiva do uruguaio Torres-Garcia.
Um ano e meio depois o MAM foi reaberto e atualmente abriga a maior coleção mundial de arte moderna brasileira. Com unidade formal, espacial e construtiva, sua ordem arquitetônica exibe a razão de sua constituição, e no cruzamento entre idéia e realidade fragmentada social e culturalmente, afirma a sua grandeza.
Declaração de Carmen Portinho
"Na ocasião que nós estávamos construindo o Museu de Arte Moderna, apareceu aqui no Brasil um grande engenheiro, pintor, escultor chamado Max Bill.
E foi visitar o museu. E lá ele mostrou ao Reidy, a mim, a outras pessoas interessadas, a fotografia do projeto do edifício onde seria fundada a escola de Ülme. Era uma escola que vinha herdeira da célebre Bauhaus fechada por Hitler.
Aí nós tivemos a idéia de que essa escola podia ter uma similar no Brasil. Na hora da construção do museu o Reidy incluiu no Bloco-Escola um projeto das instalações de uma escola de desenho industrial. Então se pode dizer que a idéia da escola de desenho industrial nasceu no Museu de Arte Moderna.
O Aloísio Magalhães foi um grande comunicador visual, um grande gráfico. Ele era do Museu de Arte Moderna também, então ele fez parte do grupo que fundou a ESDI."
Declração de Burle Marx
“Esse arquiteto tinha qualidades excepcionais porque não só tinha o lado humilde, mas uma certeza também no que ele fazia. Sempre me defendeu com unhas e dentes, apesar de que na ocasião alguns diretores disseram: - Bom, isso do Burle Marx dar o jardim gratuitamente não quer dizer que nós aceitemos.
Ele achou que era um absurdo e disse: - Vocês não entendem absolutamente de jardins e quem quer sou eu. Reidy sempre compreendeu que os jardins naquele caso eram uma extensão da arquitetura. De maneira que o jogo de volumes, as texturas, o relacionamento de formas teve uma importância muito grande. Porque muitas vezes são verticais como as palmeiras que vão contar como complementação da arquitetura."
Com uma filosofia de que o museu precisa ser um lugar dinâmico, o MAM foi projetado e criado por Reidy. O museu tem um lugar para conferências, discussões, debates, exposições, tudo o que possa atualizar, debates com artistas, como também tem a parte de educação. É o chamado bloco-escola onde houve aulas de gráfica, de escultura. A equipe de projeto instalou um ateliê de gravura, um modelo como não tinha no Brasil.
Antes de existir o projeto do Museu de Arte Moderna como parte do Parque do Flamengo, seu acerco existia dentro do Banco Boavista, fundado pelo Barão de Savedra, mas esse acervo não tinha projeção. Preocupado em dar uma maior visibilidade ao seu museu, o Barão convidou a artista plástica e escultora Maria Martins para ser a diretora, que, por sua vez, indicou Niomar Moniz Sodré, que tinha na época como respaldo o jornal Correio da Manhã.
Além disso, foi nomedado um conselho diretor forte, de pessoas "poderosas", que doaram importantes obras para a instituição e, nesse momento, efetivamente surgiu o Museu de Arte Moderna.
O então prefeito João Carlos Vital disposto a erguer um edifício exclusivo para o musei disse: "eu tenho um bom arquiteto, chefe do meu departamento de Urbanismo, que eu posso designá-lo para arquiteto do museu, e tem a vantagem de não custar nada ao museu."
Reidy planejou e orientou o edifício do Museu, de modo a aproveitar a paisagem do Pão de Açúcar, do Corcovado e do mar. Ele sempre fazia um projeto pessoal em comunhão e integração com o ambiente.
Carmen Portinho, na época trabalhando no governo, juntamente com Reidy começaram o Museu de Arte Moderna quando o local ainda era mar. De modo que as fundações foram feitas a uma profundidade muito grande, de 16 a 20 metros de profundidade. À proporção que iam aterrando a área as fundações eram realizadas. "Foi o pior momento da construção em que eu trabalhei quase que dentro d’água", lembra Carmen.
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| croqui da fachada norte, perfil do teatro à esquerda |
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| Planta baixa do pavimento térreo |
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| Planta baixa do primeiro pavimento e do subsolo |
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| Planta baixa do segundo pavimento |
Reidy isolou o edifício das construções do bloco urbano mais próximo para entender-se diretamente com a paisagem. O prédio foi projetado no sentido horizontal em contraponto ao perfil das montanhas, com a estrutura vazada que leva os jardins até o mar através do próprio edifício, deixando livre grande parte do térreo.
Reidy obteve da escada em casca de laranja o módulo da passarela. O projeto compõe-se de vigas triangulares justapostas com vão livre de cinqüenta e seis metros. Construída em concreto protendido tem 84 metros de extensão, 10 de largura e 14 graus de rampa máxima.
O uso do concreto aparente evidencia o processo formal e sua conversão em estrutura. O arquiteto atribui o mesmo valor aos diversos componentes na sua articulação obtendo o equilíbrio estrutural do conjunto, revela maturidade e autonomia e depura sua linguagem operando vários elementos expressivos com economia de meios, disciplina e refinamento construtivo.
O arquiteto utiliza materiais em seu estado natural, tirando partido de suas cores e texturas, com predomínio do concreto e da alvenaria de tijolo sem revestimento, do alumínio e vidro. Entre a inauguração do Bloco-Escola e a da Galeria de Exposições passaram-se dez anos.
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| Reidy com o ex-presidente JK em frente da maquete do Museu de Arte Moderna |
Mesmo em obras o MAM tornou-se uma espécie de ponto turístico para as autoridades e a elite, e local obrigatório para as mais diversas manifestações culturais e políticas. O espaço lúdico entre a cidade e o parque, com nova ordem de informações visuais busca integrar arte e sociedade.
Reidy adotou uma solução aberta fazendo com que a natureza em volta participasse da obra de arte como um espetáculo oferecido ao visitante do Museu. A eliminação das colunas e a substituição das paredes por placas leves oferecem amplas possibilidades de ordenação dos espaços, com o uso de grandes áreas ou a formação de pequenas salas.
O sistema de iluminação é flexível mesclando luz natural e artificial. A iluminação natural confere um sentido de vida e de movimento aos espaços, beneficiando as obras expostas da variedade de sensações que a luz diurna proporciona.
Nos trechos onde o pé direito é duplo a iluminação é zenital com luz difusa e uniforme, sem sombras e relevo, deixando o ambiente neutro. Nos trechos de menor pé direito, a galeria tem iluminação lateral dando direção ao espaço e relevo aos objetos.
O arquiteto em geral se preocupa com o homem, quer dizer, o que vai utilizar o seu projeto. Daí a conseqüência da função ser necessária e indispensável. Ele não pode também deixar de lado a forma. Ele tem que pensar na forma que vai dar ao edifício.
E uma arquitetura, um museu, por exemplo, é uma obra de arte. E outros projetos dele são obras de arte, em arquitetura. É preciso sentir, ter sensibilidade, se emocionar prá projetar.
Incêndio MAM, 8 de julho de 1978
Na madrugada de inverno em apenas trinta minutos um incêndio provavelmente originado num curto-circuito, atinge o bloco de exposições e a biblioteca, destruindo a maior parte do acervo do Museu de Arte Moderna e as obras de uma retrospectiva do uruguaio Torres-Garcia.
Um ano e meio depois o MAM foi reaberto e atualmente abriga a maior coleção mundial de arte moderna brasileira. Com unidade formal, espacial e construtiva, sua ordem arquitetônica exibe a razão de sua constituição, e no cruzamento entre idéia e realidade fragmentada social e culturalmente, afirma a sua grandeza.
Declaração de Carmen Portinho
"Na ocasião que nós estávamos construindo o Museu de Arte Moderna, apareceu aqui no Brasil um grande engenheiro, pintor, escultor chamado Max Bill.
E foi visitar o museu. E lá ele mostrou ao Reidy, a mim, a outras pessoas interessadas, a fotografia do projeto do edifício onde seria fundada a escola de Ülme. Era uma escola que vinha herdeira da célebre Bauhaus fechada por Hitler.
Aí nós tivemos a idéia de que essa escola podia ter uma similar no Brasil. Na hora da construção do museu o Reidy incluiu no Bloco-Escola um projeto das instalações de uma escola de desenho industrial. Então se pode dizer que a idéia da escola de desenho industrial nasceu no Museu de Arte Moderna.
O Aloísio Magalhães foi um grande comunicador visual, um grande gráfico. Ele era do Museu de Arte Moderna também, então ele fez parte do grupo que fundou a ESDI."
Declração de Burle Marx
“Esse arquiteto tinha qualidades excepcionais porque não só tinha o lado humilde, mas uma certeza também no que ele fazia. Sempre me defendeu com unhas e dentes, apesar de que na ocasião alguns diretores disseram: - Bom, isso do Burle Marx dar o jardim gratuitamente não quer dizer que nós aceitemos.
Ele achou que era um absurdo e disse: - Vocês não entendem absolutamente de jardins e quem quer sou eu. Reidy sempre compreendeu que os jardins naquele caso eram uma extensão da arquitetura. De maneira que o jogo de volumes, as texturas, o relacionamento de formas teve uma importância muito grande. Porque muitas vezes são verticais como as palmeiras que vão contar como complementação da arquitetura."
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Ana Maria Magalhães tem seu filme aplaudido ao final da sessão de pré-estréia
A sala 6 do cinema Unibanco Arteplex, no bairro de Botafogo, em plena segunda-feira, quase lotou com a pré-estréia do filme "REIDY, a construção da utopia".
Em uma sessão fechada para amigos e convidados, a diretora Ana Maria Magalhães, após entrevistada por uma televisão universitária e, mais tarde, pela TV Cultura, foi à frente do público, antes da exibição do filme, contar um pouco da importância de Reidy para o Rio de Janeiro e agradecer aos colaboradores e patrocinadores pelo empenho em conseguir espaço em grande circuito para lançamento do filme. Ao final da sessão, o público aplaudiu fortemente, alguns se emocionaram e muitos parabenizaram a diretora.
Ainda há chances de assistir ao filme antes de entrar em cartaz e bater um papo com a diretora. No próximo dia 10 de novembro, quinta-feira, às 19h30, acontece no Instituto Moreira Salles (Rua Marquês de São Vicente, 476 - Gávea) a Sessão Abraci. Um evento aberto ao público, que promoverá, com a presença de Ana Maria Magalhães, um debate após a exibição do filme "REIDY, a construção da utopia" (ingresso: R$10 [inteira] e R$5 [meia])
Confira abaixo algumas fotos do evento de ontem.
Em uma sessão fechada para amigos e convidados, a diretora Ana Maria Magalhães, após entrevistada por uma televisão universitária e, mais tarde, pela TV Cultura, foi à frente do público, antes da exibição do filme, contar um pouco da importância de Reidy para o Rio de Janeiro e agradecer aos colaboradores e patrocinadores pelo empenho em conseguir espaço em grande circuito para lançamento do filme. Ao final da sessão, o público aplaudiu fortemente, alguns se emocionaram e muitos parabenizaram a diretora.
Ainda há chances de assistir ao filme antes de entrar em cartaz e bater um papo com a diretora. No próximo dia 10 de novembro, quinta-feira, às 19h30, acontece no Instituto Moreira Salles (Rua Marquês de São Vicente, 476 - Gávea) a Sessão Abraci. Um evento aberto ao público, que promoverá, com a presença de Ana Maria Magalhães, um debate após a exibição do filme "REIDY, a construção da utopia" (ingresso: R$10 [inteira] e R$5 [meia])
Confira abaixo algumas fotos do evento de ontem.
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